quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Pronomes pessoais e possessivos

Pronomes pessoais

Os pronomes pessoais caracterizam-se
1°) por denotarem as três pessoas gramaticais,isto é, por terem a capacidade de indicar no diálogo:

a) quem fala = 1a pessoa: eu (singular), nós (plural);
b) com quem se fala = 2a pessoa: tu (singular), vós (plural);
c) de quem se fala = 3a pessoa: eleela (singular); eleselas (plural);

2º) por poderem representar, quando na 3a pessoa, uma forma nominal anteriormente expressa:

O bedel levou Dalton para o pátio do colégio e o deixou sentado à esperado sinal. Ele olhou ao redor e tirou do bolso o seu bolo de figurinhas da Copa.

Pronomes Possessivos

Os pronomes possessivos apresentam três séries de formas, correspondentes à pessoa a que se referem. Em cada série, estas formas variam de acordo com o gênero e o número da coisa possuída e com o número de pessoas representadas no possuidor.


Fonte:Nova Gramática do Português Contemporâneo [texto adaptado].


Exercício

1. Leia o texto abaixo e aponte os pronomes pessoais e os pronomes possessivos.

O gato e a barata


A baratinha velha subiu pelo pé do copo quase cheio de vinho, que tinha sido largado a um canto da cozinha, desceu pela parte de dentro e começou a lambiscar o vinho. Dada a pequena distância, que nas baratas vai da boca ao cérebro, o álcool lhe subiu logo a este. Bêbada, a baratinha caiu dentro do copo. Debateu-se, bebeu mais vinho, ficou mais tonta, debateu-se mais, bebeu mais, tonteou mais e já quase morria quando deparou com o carão do gato doméstico que sorria de sua aflição, no alto do copo.

- Gatinho, meu gatinho – pediu ela –, me salva, me salva. Me salva que assim que eu sair eu deixo você me engolir inteirinha, como você gosta. Me salva. - Você deixa mesmo eu engolir você? – disse o gato. - Me saaalva! – implorou a baratinha. – Eu prometo.

O gato virou o copo com uma patada, o líquido escorreu e com ele a baratinha que, assim que se viu no chão, saiu correndo para o buraco mais perto, onde caiu na gargalhada. - Que é isso? – perguntou o gato. – Você não vai sair daí e cumprir sua promessa? Você disse que deixava eu comer você inteira.

- Ah, ah, ah! – ria então a barata, sem poder se conter. – E você é tão imbecil a ponto de acreditar na promessa de uma barata velha e bêbada?

Moral: Às vezes a auto depreciação nos livra do pelotão.

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